"Tudo bem vamos abrir o jogo..."disse" eu não te amo,eu não te amei, eu sequer gosto de você, e acredito que depois de tudo você também não gosta de mim.". O que? Nossa vida de casados foi perfeita, nunca brigamos, e hoje por causa de alguma coisa do além ela vem me dizer essas coisas?
"Meu antigo amor, preciso ir embora, mas você não me deixa ir, me prende com seus pensamentos, com sua paixão, com seu desejo...". Prendo?Ir embora?Do que ela está falando?Ela nunca foi tão misteriosa assim, sempre me contou tudo o que acontecia com ela, tudo o que sentia, até me contou sobre seu amigo que eu não podia ver,seu amigo imaginário.Ela sempre foi pura como uma criança, leal como um cão, e linda como uma flor.
" Prometa que me deixará ir, que não irá mais me querer, que não chamará meu nome à noite, que não chorará lágrimas de revolta por minha ida.".Não consigo responder, vou entrar em pânico, ela é a unica pessoa que amo e a quem tenho afeto, como esquecerei e não me revoltarei?
"Prometa!" gritou, agora sentindo raiva e revolta." Eu prometo, prometo!Mas como poderei?"."Você conseguirá, eu prometo, lembra-se daquelas tulipas que plantamos na última primavera?Cultive-as, dê água e amor para elas, mas não pensando em mim, pensando nelas e em ti."
"Não vá! pelo amor de Deus,Purificación, não vá meu amor,eu te amo, te amo, amo, amo, amo...". Minhas palavras fizeram eco no vazio que eu sentia agora." Não conseguirei parar de pensar em você, não conseguirei para de te amar não deixarei você ir!". Peguei-a pelos braços, meus impulsos não obedeciam minha mente, estava-a machucando, mas não o queria, queria soltá-la, deixá-la ser livre, mas agora estava apertando-a com meus braços contra meu peito cheio de tristeza.Uma lágrima de dor e arrepio caiu dos olhos dela, foi a primeira vez que a vi chorar, as lágrimas pareciam sangue para mim pois o corte era bem mais profundo que parecia, mas mesmo vendo-a sofrer não poderei deixá-la ir, nem que eu tenha que ficar apertando-a contra mim eternamente, eternamente ferindo-a, pelo menos ainda a terei.Senti, então, sua respiração quente e apavorada, em meus ouvidos, "Querido, você tem que me deixar ir, não pertenço mas a este mundo há treze anos,estou morta..."
Por:Irina














